A respeito das igrejas neotestamentárias ou igrejas orgânicas

Publicado: 25 de julho de 2016 por Plínio em Cristianismo
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“Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”

Mateus 18:20-20

anarquia-igreja-sem-hierarquia

Nestes últimos anos tem se popularizado uma consciência entre os cristãos de se reunirem em casas, de forma mais simples. Alegam que desejam um Evangelho puro, assim como o da Igreja Primitiva.

E assim com o surgimento de uma nova tendência há sempre uma contra tendência, principalmente entre aqueles que se sentem ameaçados com isso. Logo começam as acusações alegando os mais diversos tipos de declarações contra estes irmãos que decidiram apenas congregar diferente, os chamam até pejorativamente de desigrejados.

Alegam que são compostos por pessoas feridas. Esta alegação é muito perigosa. Pois nem todas as pessoas estão feridas, algumas foram muito machucadas, mas foram, ou serão, curadas pelo grupo, afinal este é um dos papéis da congregação.

Outro ponto a se abordar é que se foram feridas, foram feridas por quem? Então não seria injusto atacar pessoas que são vítimas de um sistema ao invés de questionar por quem e como estas pessoas estão sendo machucadas?

Vale lembrar também que nem todos que congregam em comunidades orgânicas eram convertidos em alguma instituição antes. Afinal, por mais que caluniam que eles não evangelizam e não batizam. Isto é uma mentira. Há de fato novos convertidos nestes meios, e eles evangelizam sim. Talvez não como o meio que a sua instituição queira, com aquele singelo convite de ir ao culto em seu templo, como se isso fosse cumprir o ‘Ide’.

Da mesma forma quando acusam que não ceiam. Talvez não ceiam como uma liturgia ritualística, esperando a Transubstanciação, mesmo que substituam este nome por ‘apenas uma representação’ do vinho em sangue, e do pão em carne. Estes irmãos apenas entenderam que a ceia é além de um rito, que é partilhar a mesa. Que é compartilhar inclusive a vida, o que nos leva a outra calúnia, que não congregam. Afinal congregar, deixou de ser unir-se intimamente, para ir em reuniões em algumas instituições religiosas. Aí cabe questionar pessoas vinculadas a uma instituição, pessoas que ceiam e se reúnem em eventos religiosos, mas não congregam, pois fora dali nem se relacionam com outras pessoas da mesma congregação.

E quanto à igreja? Será mesmo que acreditam que estes irmãos não fazem parte da Igreja? Isto nos leva a um questionamento o que é ser Igreja? É ter um CNPJ? É ter um prédio? Bem, aprendi ao ler a bíblia que é como Jesus falou para a Samaritana quando ela perguntou onde adorar: nem em Samaria, nem em Jerusalém, mas cabe adorar em espírito e verdade. Também aprendi com Estevão e com o profeta Isaías que Deus não habita em templos feitos por mãos humanas. E com Jesus também aprendi que bastavam dois ou três reunidos em nome d’Ele, para que Deus se fizesse presente.

Então, por que chamar estes irmãos de desigrejados? Eles não fazem parte do Corpo? Que instituição com qual CNPJ detém o direito divino de definir quem é ou não parte do Corpo? Até porque eles não apostataram da fé, eles apenas resolveram congregar e exercer o auto-sacerdócio fora da tutela de uma instituição. Então deixe seus irmãos congregarem em paz, e não caia no discurso de doutrinadores que estão preocupados mais por manter seus privilégios como líderes eclesiásticos, do que com a saúde do Corpo.

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comentários
  1. Rogerio Diniz disse:

    gostei

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