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O Distributismo, por G. K. Chesterton.

Publicado: 30 de agosto de 2017 por franciscgiselle em Economia, Sociedade

O Distributismo, também conhecido como distribucionismo ou distributivismo é uma teoria política e econômica inglesa pensada inicialmente pelo historiador francês Hilaire Belloc. Tal teoria tem como principal característica se opor ao capitalismo e ao socialismo em defesa da propriedade privada e de uma autêntica concepção de liberdade.

Ele, juntamente com seu amigo Hilaire Belloc, criou o Distributismo. Uma teoria econômica baseada nos princípios evangélicos e nos ensinamentos Papais, especialmente na encíclica do Papa Leão XIII, Rerum Novarum desenhado com ideias “distributivistas” de Wilhelm Emmanuel von Ketteler e Edward Manning. Com este propõe o direito à propriedade privada, estando contra o socialismo mas também contra o materialismo. Sob essa vontade, no dia 17 de setembro de 1926, Chesterton e Belloc criaram a Liga Distributista. Essa liga tinha como objetivo “restaurar a propriedade”, segundo pronunciou Chesterton no discurso inaugural. Chesterton foi eleito o primeiro presidente da Liga. Ele escreveu uma série de artigos no G.K.’s Weekly, os quais foram compilados no livro The Outline of Sanity (1926).

As alternativas chestertonianas, Chesterton não realiza um mero exercício de crítica. Ao contrário, vê-se através de suas denúncias suas proposições: – a empresa familiar; -o sistema de proteção social baseado na auto-organização, não na dependência do Estado; -o amor ao Homem comum.

Pode conhecer mais a respeito do autor e do Distributismo em (retirei do compilado deste texto): http://www.sociedadechestertonbrasil.org/distributismo/o-distributismo-de-g-k-chesterton/

chesterton

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Sobre ser Igreja.

Publicado: 6 de agosto de 2017 por franciscgiselle em Cristianismo, Sociedade

A IGREJA DEVE ESTAR DE PORTAS ABERTAS PARA ACOLHER OS OPRIMIDOS, E CANSADOS.

Mateus 11:28, “28 Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” Existe um dever Cristão em amar o próximo é uma EXIGÊNCIA para aqueles que querem seguir a Cristo. (Mc. 8. 34).

1.1. – Existe uma incompatibilidade em amar a Deus e também o pecado. Como Igreja devemos achar o equilíbrio entre amar os sujeitos, mas ajudá-los a vencer seus pecados, assim como eles a nós.

“Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.” (Marcos 12:30-31)

1.2. – Amar a Deus e ao próximo sem medidas. Amar o pecado? Não.

1 João 2:15-17. “Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vêm do Pai, mas sim do mundo. Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre.”

1.3. – A unidade é vital para que esse corpo permaneça forte. Igreja é uma assembléia, uma reunião dos discípulos para a formação e o preparo pra missão.

“Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo.” 1 Coríntios 12:27.

 Dispostos a ajudarem umas as outras, com o objetivo de trazer o Reino. Na comunhão, estão reunidas pela graça de Deus e Seu amor.

“Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para a qual vocês foram chamados é uma só;”. Efésios 4:4.

1.4. – Como que uma instituição não-hierarquizada pode conservar o respeito mútuo?

“Agora me alegro em meus sofrimentos por vocês e completo no meu corpo o que resta das aflições de Cristo, em favor do seu corpo, que é a igreja.” Colossenses 1:24

1.5. – Segundo o Evangelho devemos nos cuidar e nos amar como Igreja, lembrando que somos todos membros de um mesmo corpo.

“Que a paz de Cristo seja o juiz em seu coração, visto que vocês foram chamados para viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos.”

Colossenses 3:15

“E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas;
E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.
Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver.
Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?
E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?
E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?
E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.
Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;
Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;
Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes.
Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?
Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.
E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.”
Mateus 25:32-46

população carcerária

Desde a época de Jesus o nosso sistema penitenciário evoluiu bastante. O modelo é tão semelhante às masmorras, porém podemos ver alguns avanços quanto a questão dos Direitos Humanos. Mas ainda sim a realidade é lamentável.

Se tratando do Brasil, com a quarta maior população penitenciária do mundo. O qual o número de presos dobraram nesta última década, é um fator realmente preocupante. Preocupantes também são os números de presos aguardando um julgamento, o que mostra que a justiça muitas vezes deixa de ser feita para eles, onde alguns podem ser inocentes, mas passam meses presos.

Quanto ao público, o que é visível também que se trata de uma questão de políticas públicas que 67% dessa população penitenciária se declara negra. Percentual maior que os 51% de toda a população brasileira. O percentual de jovens é de 56%, em comparação aos 21,5% da população jovem brasileira.

A superlotação dos presídios, alta mortalidade nas prisões, e a falta de adaptação para deficientes e diversidade são problemas graves, como por exemplo, 6% têm alas ou celas específicas para o grupo LGBTT.

Não é a toa que Jesus em Mateus 25 acrescenta os presos entre a lista dos necessitados tal como a viúva e o órfão. Os presos também dependem de nossa atenção e apoio. Muitos são estão presos de forma injusta, alguns são inocentes, tal como Cristo foi. E mesmo os que cometeram delitos, precisam se ressocializar para deixar de praticar crimes.

Às vezes me deparo com alguns cristãos replicando o discurso do “bandido bom é bandido morto”. E fico imaginando de onde saiu este discurso, pois da Palavra não foi. Pois Jesus mostrou que bandido bom é bandido regenerado pela Graça, quando na cruz disse que o ladrão estaria com ele no Paraíso. Já imaginou que quem estreou o paraíso fora um criminoso?

É claro que há uma necessidade da sociedade reconhecer que políticas públicas são necessárias para combater a criminalidade. E políticas públicas no sentido de evitar o crime, e não somente em punir, como é popularmente divulgado. Até porque estatisticamente é comprovado que a reincidência aos crimes é frequente, o que comprova que há algo de errado em nosso sistema penitenciário, que mais serve para “qualificar” o criminoso como praticante de delitos mais graves.

Aí que vem a questão, qual o papel da Igreja nisso? Bem, Jesus nos ordenou a visitar os presos. Na verdade Ele colocou até um tom bem condenatório para aqueles que não fizeram. O que mostra que prestar assistência aos necessitados não é papel de uma parte do corpo, tal como os membros do ministério de Missões Urbanas ou outros grupos evangelísticos, mas sim de todo o corpo.

Então porque vemos tão pouco as instituições se importarem com o tema? De forma geral, claro. Pois há trabalhos maravilhosos feitos dentro de presídios. Mas quando questionamos isso tratamos da responsabilidade de todo indivíduo dito cristão, e não de grupo específicos, citados acima. E esta é a minha intenção com esta publicação. Despertar para esse assunto tão importante.