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Sobre ser Igreja.

Publicado: 6 de agosto de 2017 por franciscgiselle em Cristianismo, Sociedade

A IGREJA DEVE ESTAR DE PORTAS ABERTAS PARA ACOLHER OS OPRIMIDOS, E CANSADOS.

Mateus 11:28, “28 Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” Existe um dever Cristão em amar o próximo é uma EXIGÊNCIA para aqueles que querem seguir a Cristo. (Mc. 8. 34).

1.1. – Existe uma incompatibilidade em amar a Deus e também o pecado. Como Igreja devemos achar o equilíbrio entre amar os sujeitos, mas ajudá-los a vencer seus pecados, assim como eles a nós.

“Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.” (Marcos 12:30-31)

1.2. – Amar a Deus e ao próximo sem medidas. Amar o pecado? Não.

1 João 2:15-17. “Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vêm do Pai, mas sim do mundo. Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre.”

1.3. – A unidade é vital para que esse corpo permaneça forte. Igreja é uma assembléia, uma reunião dos discípulos para a formação e o preparo pra missão.

“Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo.” 1 Coríntios 12:27.

 Dispostos a ajudarem umas as outras, com o objetivo de trazer o Reino. Na comunhão, estão reunidas pela graça de Deus e Seu amor.

“Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para a qual vocês foram chamados é uma só;”. Efésios 4:4.

1.4. – Como que uma instituição não-hierarquizada pode conservar o respeito mútuo?

“Agora me alegro em meus sofrimentos por vocês e completo no meu corpo o que resta das aflições de Cristo, em favor do seu corpo, que é a igreja.” Colossenses 1:24

1.5. – Segundo o Evangelho devemos nos cuidar e nos amar como Igreja, lembrando que somos todos membros de um mesmo corpo.

“Que a paz de Cristo seja o juiz em seu coração, visto que vocês foram chamados para viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos.”

Colossenses 3:15

“E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas;
E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.
Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver.
Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?
E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?
E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?
E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.
Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;
Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;
Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes.
Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?
Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.
E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.”
Mateus 25:32-46

população carcerária

Desde a época de Jesus o nosso sistema penitenciário evoluiu bastante. O modelo é tão semelhante às masmorras, porém podemos ver alguns avanços quanto a questão dos Direitos Humanos. Mas ainda sim a realidade é lamentável.

Se tratando do Brasil, com a quarta maior população penitenciária do mundo. O qual o número de presos dobraram nesta última década, é um fator realmente preocupante. Preocupantes também são os números de presos aguardando um julgamento, o que mostra que a justiça muitas vezes deixa de ser feita para eles, onde alguns podem ser inocentes, mas passam meses presos.

Quanto ao público, o que é visível também que se trata de uma questão de políticas públicas que 67% dessa população penitenciária se declara negra. Percentual maior que os 51% de toda a população brasileira. O percentual de jovens é de 56%, em comparação aos 21,5% da população jovem brasileira.

A superlotação dos presídios, alta mortalidade nas prisões, e a falta de adaptação para deficientes e diversidade são problemas graves, como por exemplo, 6% têm alas ou celas específicas para o grupo LGBTT.

Não é a toa que Jesus em Mateus 25 acrescenta os presos entre a lista dos necessitados tal como a viúva e o órfão. Os presos também dependem de nossa atenção e apoio. Muitos são estão presos de forma injusta, alguns são inocentes, tal como Cristo foi. E mesmo os que cometeram delitos, precisam se ressocializar para deixar de praticar crimes.

Às vezes me deparo com alguns cristãos replicando o discurso do “bandido bom é bandido morto”. E fico imaginando de onde saiu este discurso, pois da Palavra não foi. Pois Jesus mostrou que bandido bom é bandido regenerado pela Graça, quando na cruz disse que o ladrão estaria com ele no Paraíso. Já imaginou que quem estreou o paraíso fora um criminoso?

É claro que há uma necessidade da sociedade reconhecer que políticas públicas são necessárias para combater a criminalidade. E políticas públicas no sentido de evitar o crime, e não somente em punir, como é popularmente divulgado. Até porque estatisticamente é comprovado que a reincidência aos crimes é frequente, o que comprova que há algo de errado em nosso sistema penitenciário, que mais serve para “qualificar” o criminoso como praticante de delitos mais graves.

Aí que vem a questão, qual o papel da Igreja nisso? Bem, Jesus nos ordenou a visitar os presos. Na verdade Ele colocou até um tom bem condenatório para aqueles que não fizeram. O que mostra que prestar assistência aos necessitados não é papel de uma parte do corpo, tal como os membros do ministério de Missões Urbanas ou outros grupos evangelísticos, mas sim de todo o corpo.

Então porque vemos tão pouco as instituições se importarem com o tema? De forma geral, claro. Pois há trabalhos maravilhosos feitos dentro de presídios. Mas quando questionamos isso tratamos da responsabilidade de todo indivíduo dito cristão, e não de grupo específicos, citados acima. E esta é a minha intenção com esta publicação. Despertar para esse assunto tão importante.